Arquivo pessoal de Nathalia Barboza

1) Nathalia, você tem quantos anos de idade? e há quanto tempo é jornalista?

Estou com 52 anos e completei 30 aninhos de profissão em 2021.

3) Qual foi seu último trabalho CLT? E quando?

Assessora de comunicação do GRI Club, em 2017 até abril de 2018.

4) Hoje você presta serviço para quantos projetos diferentes?

Fantásticos 8!!!

5) Como você enxerga o mercado para jornalistas que estão fora das redações tradicionais? Há escassez ou abundância?

Para quem estiver atento às possibilidades e for versátil e bastante flexível, sem dúvida, a abundância é evidente.

6) Na sua opinião, quais as habilidades necessárias para esse jornalista que quer se reinventar no ambiente digital?

Aprendi a duras penas que a tal da escassez vem de uma visão cada vez mais equivocada e limitante de que o jornalista deve ser um especialista. Isso acabou. Acho que o tal do “QI” se mantém firme e forte. Muitas das minhas atuações nesses últimos anos foram originadas de boas relações que cultivei ao longo do caminho. Mas já vi muita gente que começa a “frilar” e não dá conta porque não cumpre deadline, por exemplo. Como pode isso? Não sei. Deadline é um acordo tácito, uma condição inegociável. Nessa perspectiva, para se dar bem no ambiente digital – mas não só nele –, tem de ter muitos contatos, ser extremamente responsável, quixotescamente pontual e super versátil, para migrar pelos mais diferentes formatos de produto.

7) Você encontrou algum tipo de resistência às novas tecnologias ou cargos que foram surgindo? Se sim, como lidou com ela?

O segredo é ser adaptável, encontrar um nível de flexibilidade que lhe deixe confortável e não violente seus valores éticos. Para mim, essa questão da ética é muito séria. Já tive de lidar com situações que colocaram meus limites à prova…

8) Como você imagina o mercado de comunicação digital nos próximos anos?

Evidente que o grande desafio será entender novas plataformas e saber como lidar com elas. As estratégias conhecidas ajudam, mas cada rede tem suas especificidades, não só de público ou formato. Difícil saber como as novas redes vão impactar sobre o gerenciamento comercial das plataformas.

9) Você está em um estágio satisfatório da sua vida profissional?

Posso dizer que sim. Provavelmente eu não vou ficar rycaaa!, mas tenho um conforto financeiro suficiente para não surtar. E o que mais me interessa – até porque já vivi as vacas magras e aprendi como sair delas – é conseguir, depois de tudo, sentir-me desafiada e dando conta do recado. Isso é estimulante. Nenhum dia é igual ao outro, e eu gosto muito disso!

*Entrevista realizada por Verônica Machado para a Rede Internacional de Jornalistas, iJNET Português.


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Verônica Machado foi repórter da Câmara dos Deputados e do Correio Braziliense. É jornalista e trabalha há 7 anos com Marketing Digital. Empreende na loja de pratos congelados Delícia Pronta, no projeto de histórias Vidas Contadas e no projeto de educação Jornalista 3.0. Neste último, oferece oito cursos digitais para comunicadores. Lidera uma comunidade de 500 jornalistas engajados em colocar projetos digitais no ar. Em quatro anos, foram 90 ideias concretizadas no Brasil e no exterior. Tem o próprio método de mentoria online, uma agência de mídias sociais e o clube de assinatura de conteúdo, o Clube de Realizadores. Como posso te ajudar?